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Sunday, June 14, 2015

Feriado 2 junho - Cracovia I


No ultimo feriado por aqui na Itália, festa da republica,  aproveitei para fazer a ponte, como se fala por aqui, visto que caía numa terça-feira.
Decidi ir conhecer Cracóvia, fazia algum tempo que tinha curiosidade de conhecer Auschwitz, que fica não muito distante.
Além do mais a Polônia já tinha me causado uma boa impressão em Gdansk.
Viajei com a Lufthansa, que para mim é uma das melhores companhias.
Faria um voo com escala em Frankfurt, e ai a organização e tecnologia entraram em jogo.  Um pouco antes de chegar no aeroporto recebo um SMS deles dizendo que tinha um atraso de uma hora no voo.
Fico meio desesperado, pois perderia certamente a conexão e como era tarde da noite acabaria chegando somente no outro dia.







Ao invés de ir fazer o check-in fui direto ao balcão da Lufthansa e expliquei a situação, na hora eles me mudaram o voo com escala em Munique, onde não tinha atrasos!
Cheguei um pouco mais tarde no sábado a noite.
O hotel onde estava ficava no bairro hebraico, chamado Kazimierz.
No domingo de manhã inicio o passeio por uma das mais famosas sinagogas da cidade: Remuh, construída em 1557. Interessante pelo antigo cemitério, que me fez recordar Praga, claro, na devida proporção. Enquanto tirava fotos um senhor judeu, vestido em modo tradicional me disse que o seu avô estava enterrado ali e me contou uma lenda sobre a sinagoga Isaac.
Lenda curiosa que fala de um judeu Ayzik que sonhava com um tesouro enterrado debaixo de uma velha ponte em Praga. Esse judeu vai até lá e quando cavava para achar o tesouro é barrado por guardas e o oficial pergunta a ele o que estava fazendo.
Este conta do sonho e o oficial diz que somente judeus pobres acreditavam em sonhos e que ele tinha sonhos de sobre um tal Ayzik que tinha um tesouro guardado debaixo do forno em Cracóvia. E imagina que ele acreditasse nisso e fosse até lá.
Então Ayzik retorna e descobre o tesouro debaixo do seu forno e fica rico. Moral E com esse dinheiro ele construí a sinagoga chamada Isaac.
No Wikipedia não fala do uso do dinheiro, mas conta da lenda.
Visitei outras as sinagogas Old e Tempel. O bairro é característico com muitos edifícios antigos, embora deva ter sido reconstruído depois da guerra.



 





Outros destaques: o museu da engenharia (transportes) e as igrejas Corpus Christi (gótica, de 1335), Santa Catarina (gótica, de 1343) e a de Santo Estanislau.
Na parte da tarde visito a Stare Miasto, traduzindo, cidade velha ou centro histórico. Vou direto a praça principal, a Rynek Glowny, datada de 1257. Passo pela rua principal, cheia de igrejas e edifícios de arquitetura muito interessante.
A cidade estava repleta de turistas, e nessas ruas principais circulam tradicionais charretes.
A Rynek Glowny é muito bonita, ao centro um palácio antigo que era o mercado de tecidos, em uma lateral a bela basílica de Santa Maria (Mariacka, consagrada em 1320) e de outro a torre do relógio.
Também próximo a praça o Colégio Maius, onde nada menos que Copérnico estudou por ali.
Outros pontos interessantes são o barbican (torre fortificada) e a Florian Gate.









Tuesday, May 13, 2014

Gdansk


Continuando a falar das vantagens de estar na Europa, além de uma relativa proximidade com lugares de interesse histórico, é possível encontrar passagens low cost que são realmente econômicas. Aproveitei o feriado de primeiro de maio para pegar a sexta feira de folga e fazer uma pequena viagem de quatro dias. Partindo de países que não tinha visitado e pelos preços de passagens encontrei uma boa ocasião para Gdansk, na Polônia.

Guindaste medieval
Guindaste medieval
Soldek - primeiro navio construído nos estaleiros da cidade 



Termometro inventado por Farenheit



Até então só tinha ouvido falar nessa cidade, fazendo buscas na internet descobri que era bastante interessante e com bastante historia. Cidade natal de personagens importantes como Shopenhauer, Farenheit e Hevelius e também palco de acontecimentos como a batalha de Westerplatte (onde iniciou a segunda guerra mundial) e os movimentos do Solidariedade (que daria um passo importante para a queda do comunismo no leste europeu e do muro de Berlim). Possui cerca de 500 mil habitantes e fica na costa do mar Báltico. O primeiro dia foi dedicado a conhecer o centro histórico, muito bem caracterizado, visto que a cidade foi praticamente reconstruída depois de 1945. Muitas igrejas datam de época gótica e medieval. Uma das principais atrações é um guindaste usado para carregar navios, do século XV (também reconstruído). Se podem ver as casas onde nasceram Shopenhauer e Farenheit, além de onde vivia Hevelius (primeiro astrônomo a mapear a lua). No segundo dia fui a uma catedral famosa na periferia, Oliwa, muito interessante, principalmente pelos concertos diários de órgão. E também visitei a entrada dos canteiros navais onde iniciaram os movimentos do Solidariedade, de Lech Walessa.



Catedral de Oliwa



Museu Roads to Freedom
Entrada dos estaleiros onde iniciaram os protestos do Solidariedade

Monumento aos mortos na greve operaria de 1970


Existe um pequeno museu e também um monumento construído em memoria dos primeiros operários que morreram em 1970 durante uma greve. Impressiona bastante. Na parte da tarde peguei um trem e segui para Malbork, uma pequena cidade onde tem o castelo homônimo, que pertenceu a ordem dos cavaleiros Teutônicos. Pena que o tempo estava nublado, mas o castelo impressiona pelo tamanho. O terceiro dia decidi ir Torun, cidade a 150 kms de Gdansk. Me interessei por ela por dois motivos principais: é a cidade natal de Copérnico e porque não tinha sofridos danos na segunda guerra. Uma cidadezinha encantadora, com muitas igrejas, monumentos medievais e góticos. Além da casa de Copérnico, que se pode visitar, também é famosa pelo gingerbread (parecido com o nosso pão de mel). Muito saborosos também os tradicionais raviólis cozidos (dumplings) com recheio de carne.

Malbork






Torun

Estátua de Copérnico




 E finalmente no ultimo dia visitei Westerplatte, local de inicio da segunda guerra mundial, se veem as ruinas dos bombardeios alemães. E o que mais impressiona é o fato que cerca de 200 soldados polacos conseguiram segurar o ataque por uma semana, visto que era para manter a posição por 12 horas, até que reforços chegassem (o que nunca aconteceu). O local fica entre um braço de mar, na saída do rio Vistula e o mar Báltico. Os alemães atacaram de todos os lados, inclusive por ar e quando os polacos tiveram que se render, os alemães pensavam que eles tinham redes de tuneis para poder suportar o ataque por tanto tempo e quando chegaram ali não tinha nada subterrâneo. E antes de finalizar a visita a Gdansk fui a um museu onde está uma famosa pintura do flamengo Hans Memling, o trítico de Danzig (outro nome da cidade) representando o juízo universal, para quem gosta de pintura renascentista, imperdível.

Westerplatte




Mar Báltico