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Sunday, October 11, 2009

Berrea 2009

Visto que estou bem atrasado com os meus relatos, vou iniciar ao contrario, ou seja, da minha mais recente experiência.
No fim de semana passado (02/10) estive na Espanha para um encontro com uma grande amiga do caminho de Santiago.
Todos os anos ela e mais outros caros amigos organizam um encontro na montanha Palentina, região de Palencia, norte da Espanha. E foi a minha segunda participação nesse encontro.
Mais especificamente estive nas cercanias de Barruelo de Santullán, onde um caro amigo (que vive na cidade) e sua família nos acompanhavam para conhecer as peculiaridades da região.




O objetivo principal (ou desculpa, como quiserem ) era ver a Berrea, isto é, o período de acasalamento dos cervos.
E ali não faltam coisas para se ver, o local está cheio de igrejas românicas muito interessantes, como a de Revilla de Santullán, onde um senhor muito simpático nos conta sobre as particularidades arquitetônicas. Chama-se Belarmino e tem ‘apenas’ 84 anos e não pede mais que um euro por pessoa como doação para poder manter a igreja em ordem.
E falando na principal atração, a Berrea, fomos tentar avistar os cervos no inicio de um parque natural. Estávamos quase no por do sol quando chegamos ao local, a beira de um vale com montanhas ao longe. Logo chegando escutamos os ‘gritos’ dos cervos e logo os meus amigos, com os olhos já acostumados avistam os cervos ao longe. Também levávamos binóculos e assim podíamos vê-los tranquilamente.
Não poderia deixar de fazer um comentário sobre coisas mais ‘mundanas’, como comer e beber, já que em minha opinião a Espanha merece um destaque. As famosas ‘copas’ antes das refeições eram de praxe. E nos restaurantes, embutidos, queijos da região e carnes deliciosas matavam a nossa fome.
E para finalizar tenho que dizer que estive muito bem, foi muito divertido, e entrar em detalhes aqui seria não terminar mais de falar.

Até o próximo relato!




Link com mais fotos:







Monday, June 20, 2005

Tour na Espanha

Estou meio atrasado com meus blogs, mas ai vai o primeiro da viagem que fiz recentemente à Espanha.
Bom, pra começar, duas semanas atrás teve um feriado prolongado aqui na Itália e acabei indo visitar uma grande amiga que havia conhecido no Caminho de Santiago que fiz em 2002.
Maria é uma pessoa que tem uma energia muito grande e sei que acabamos estreitando a nossa amizade depois que vim para cá. Ela mora em uma região da Espanha muito bonita, que eu ainda não conhecia, o principado das Astúrias, que fica na costa Cantábrica ao norte, entre o país basco e a Galícia.
Tive a sorte de conseguir uma passagem muito barata com uma low-cost (aqui na Europa tem muitas cias aéreas desse tipo) e paguei apenas 65 euros, ida e volta. Nesse ponto o Brasil ainda tem muito que aprender em matéria de passagens baratas!
O voô era Roma-Santander (duas horas), que fica na costa também. Gentilmente ela foi me buscar de carro, pois Santander fica a umas duas horas de Candás, a pequena e encantadora cidade onde mora.
Na verdade eu não tinha muitos dias, cheguei na sexta depois do almoço e retornaria na segunda bem cedo. Então enquanto retornávamos do aeroporto até sua casa, ela já começou o trabalho de cicerone.
O primeiro lugar que visitamos foi o Santuário de Covadonga, que fica no Parque Nacional dos Picos de Europa, uma região montanhosa muito bonita. Encravada em umas destas montanhas, estava uma igreja do início do século 20 em estilo gótico. Muito interessante, construída por um alemão. O interessante é toda a história que tem em torno, pois o local é onde ocorreu uma batalha da resistencia contra os mouros lá pelo ano 700. O protagonista é muito famoso na Espanha: don Pelayo.
O local se tornou uma espécie de lugar santo, com uma capela em uma gruta onde muita gente vai em busca de graças divinas.
Chegando a Candás relaxamos um pouco e logo depois saímos para conhecer a pequena cidade e beber algo.
Uma cidadezinha muito acolhedora (fica na costa também) e com toda energia espanhola: cheia de bares onde as pessoas se reúnem para comer os famosos 'tapas' (porções) e beber a típica sidra!
Atenção que não é a sidra que conhecemos no Brasil, que é um espumante. A sidra ali é uma bebida alcólica de 6 graus mais ou menos, e diria que é uma espécie de cerveja de maçã.
O mais curioso é a forma de bebê-la: o garçom pega a garrafa e erguendo o braço acima da cabeça despeja dois dedos de sidra num grande copo que ele segura com a outra mão na altura da cintura. Daí se bebe tudo de um gole só, deixando uma pequena parte que se deve jogar fora em canaletas apropriadas no chão do bar!!! Tem toda uma teoria para isso que certamente não conseguiria explicar.
Sei que fizemos uma peregrinação de sidra em pelo menos três bares, e no último se não comesse algo certamente teria ficado mal!
No dia seguinte fomos conhecer os arredores da pequena cidade, e com a luz do dia a coisa é diferente, tem uns pequenos caminhos que onde se vê a costa recortada e com cabos ao longe.
No caminho para Oviedo paramos em um lugar mágico, o cabo Peñas, um promontório lindo com uma vista do Atlântico espetacular.
Chegando em Oviedo, noto outra cidade encantadora e muito organizada (está na parte interior das Astúrias). Incrivelmente limpa, com um belo parque e ruas que mantém uma história muito antiga.
A catedral gótica é muito interessante, embora inacabada por falta de verbas (não é somente hoje que vemos esse filme) mantem um fascínio das igrejas desse estilo.
Uma coisa curiosa em Oviedo são estátuas do Botero no meio da cidade, uma mistura estranha com edifícios do início do século passado.
Depois do almoço seguimos para a casa de família da Maria, que fica nas montanhas da Reserva de Muniellos, que está na fronteira com a província de Leon mais ao sul.
Bem, aqui não contarei muito, além de dizer que é um lugar muito bonito e que será tema para outro blog separado.
No domigo, depois de almoçar na casa de montanha, seguimos para conhecer Gijón e encontrar Juan, namorado de Maria.
Gijón fica na costa e também é uma cidade muito agradável com um parque com vista ao mar e cabos ao longe.
Interessante que num grande gramado que dá vista ao mar, tem uma escultura moderna enorme que na minha opinião é muito feia e não tem nada a ver com a paisagem paradisíaca do local.
Me contava Juan, que é guarda florestal, que Gijón era porto de partida para caça de baleias e até as ruas tem nomes associados com essa atividade, como o 'tránsito de las ballenas'.
Jantamos juntos, conversamos e nos divertimos muito. Juan fala um pouco de português e tinha já estado no Brasil. Incrivelmente em lugares não tão famosos para um turista europeu, como a Chapada Diamantina e o projeto Tamar no litoral baiano.
No dia seguinte segui para Santander de ônibus para pegar o avião de volta a Roma. Tive uma horinha para dar um passeio pelo calçadão da cidade, que fica na beira-mar. Mais uma cidadezinha muito agradável e bem organizada.
Aliás, nem vou insistir muito, pois a Espanha é um país que me surpreendeu muito e que tenho ótimas recordações e principalmente grandes laços de amizade.