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Sunday, October 10, 2010

Fim de semana em Astúrias

Tenho que me desculpar com os meus leitores, afinal ultimamente não tenho sido freqüente com meus blogs.
Já estou bastante atrasado com o blog das férias de verão...
Bem, no final vou acabar escrevendo sobre o fim de semana passado, quando estive na Espanha, para mais uma Berrea, que ao final acabou não acontecendo, mas acabamos fazendo uma visita a Ibias, um lugar muito bonito e que minha caríssima amiga Maria acaba de lançar um guia completo de sua autoria (recomendo o seu blog sem dúvida: El Lejano Oeste).
Como de costume peguei o avião Roma-Santander na sexta, para depois seguir até Oviedo de ônibus.
De lá segui até Fondos de Vega, onde ficamos numa casa rural, muito bem cuidada, e num lugar muito interessante, diante de um rio e montanhas, uma espécie de pequeno vale.
A previsão do tempo não prometia muito, mas o ‘pessoal lá de cima’ foi generoso conosco, o sábado amanheceu com um belo sol e saímos em direção ao ponto de partida de nossa caminhada: Sisterna.
É um pequeno pueblo nas Astúrias, mais precisamente na municipalidade de Ibias. A caminhada seria tranqüila, pois estávamos com crianças pequenas.
O roteiro era baixar do alto da montanha até o fundo do vale do rio Ibias, onde estão as ruínas de um pequeno povoado, El Corralin.





A trilha é tranqüila, entre bosques com castanheiras centenárias, avelãs e tantas outras espécies. O interessante é que é uma região freqüentada por ursos, lobos, raposas, martas e outros animais.
Ao chegar no povoado encontramos Francine, mais conhecida como a dama do Corralin, uma francesa que decidiu se mudar para ali, como uma eremita.
Decisão de muita coragem, visto que não existe luz elétrica e nem estrada de acesso, apenas a trilha no meio do mato, com uma hora de distancia até a cidade.
Passamos um tempo conversando com ela, muito simpática e amável, contando sobre as suas razões e como ela sobrevivia, vendendo artesanato para gente que passava por ali, recebendo doações do pessoal da região e comendo coisas de uma pequena horta.





Muito legal quando ela comentou que um dia havia topado com um urso no meio da trilha, e que um dos dois tinha que sair do meio do caminho para o outro passar. No final o urso foi cavalheiro e saiu do meio do caminho, ehehe
Além da pequena casa de Francine está por ali uma pequena capela, dedicada a São Miguel.
Voltamos pelo mesmo caminho, agora em subida, e almoçamos num restaurante em Sisterna. E na Espanha se come muito bem, tenho que dizer.

 
 


Saímos de lá e seguimos até Villaoril, para visitar a casa da família de Maria.
O local também é um pequeno povoado no meio de montanhas. E a antiga casa tem mais de duzentos anos. Ao entrar vemos um quadro com sua árvore genealógica, onde a primeira pessoa tem data de nascimento em final de 1700.
Ali reencontrei o pai de Maria, que havia conhecido uns anos atrás. Um senhor de enorme simpatia e muito divertido.
Voltamos a Fondos para dormir e no dia seguinte a previsão deu uma dentro, ou seja, chuva forte, todo o dia. No final ficamos juntos e depois almoçamos em um local chamado Gedrez. Comida muito boa, principalmente as costelas de cabrito ?
Logo após de comer retornamos a Oviedo, onde passei mais algumas horas com minhas amigas até pegar o ônibus para Madrid durante a madrugada, para pegar o vôo de retorno a Roma na manhã de segunda feira.


 






Sunday, October 11, 2009

Berrea 2009

Visto que estou bem atrasado com os meus relatos, vou iniciar ao contrario, ou seja, da minha mais recente experiência.
No fim de semana passado (02/10) estive na Espanha para um encontro com uma grande amiga do caminho de Santiago.
Todos os anos ela e mais outros caros amigos organizam um encontro na montanha Palentina, região de Palencia, norte da Espanha. E foi a minha segunda participação nesse encontro.
Mais especificamente estive nas cercanias de Barruelo de Santullán, onde um caro amigo (que vive na cidade) e sua família nos acompanhavam para conhecer as peculiaridades da região.




O objetivo principal (ou desculpa, como quiserem ) era ver a Berrea, isto é, o período de acasalamento dos cervos.
E ali não faltam coisas para se ver, o local está cheio de igrejas românicas muito interessantes, como a de Revilla de Santullán, onde um senhor muito simpático nos conta sobre as particularidades arquitetônicas. Chama-se Belarmino e tem ‘apenas’ 84 anos e não pede mais que um euro por pessoa como doação para poder manter a igreja em ordem.
E falando na principal atração, a Berrea, fomos tentar avistar os cervos no inicio de um parque natural. Estávamos quase no por do sol quando chegamos ao local, a beira de um vale com montanhas ao longe. Logo chegando escutamos os ‘gritos’ dos cervos e logo os meus amigos, com os olhos já acostumados avistam os cervos ao longe. Também levávamos binóculos e assim podíamos vê-los tranquilamente.
Não poderia deixar de fazer um comentário sobre coisas mais ‘mundanas’, como comer e beber, já que em minha opinião a Espanha merece um destaque. As famosas ‘copas’ antes das refeições eram de praxe. E nos restaurantes, embutidos, queijos da região e carnes deliciosas matavam a nossa fome.
E para finalizar tenho que dizer que estive muito bem, foi muito divertido, e entrar em detalhes aqui seria não terminar mais de falar.

Até o próximo relato!




Link com mais fotos: